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Texto: ReB Team
Fotografia: Cristiana Morais
Publicado a: 04/04/2025

A indústria não está para brincadeiras.

Sexta-feira farta: novos trabalhos de Chong Kwong, Duckwrth, R.A.P. Ferreira, Kyle Quest ou VSP AST

Texto: ReB Team
Fotografia: Cristiana Morais
Publicado a: 04/04/2025

São mais de três dezenas os discos que vieram hoje parar à rede do Rimas e Batidas, num dos finais de semana mais concorridos dos últimos tempos em matéria de lançamentos. Cinco deles vão estar em destaque nos parágrafos que podem encontrar mais abaixo, mas saibam desde já que há várias pérolas que podem encontrar pelo meio da longa lista de recomendações que vos trazemos.

MS Capone (Página Cinzenta), Jasmim (Dias em Branco), Boldy James & V Don (Alphabet Highway), Mindstate & Vitamin G (Change Ain’t Easy), Neil Drumming (Writing On Airplanes), kenton (surreal), Σtella (Adagio), Shoreline Mafia (Back in Bidness), duendita (a strong desire to survive), Skrillex (F*CK U SKRILLEX YOU THINK UR ANDY WARHOL BUT UR NOT!! <3), Rachel Chinouriri (Little House), Adrian Younge & Hyldon (Hyldon JID023), Rick Hyde (In Plain Sight), Black Country, New Road (Forever Howlong), Sam Gendel & Nate Mercereau (digi-squires), Black Sherif (IRON BOY), Joe Kay (If Not Now, Then When?), Homeboy Sandman (Corn Hole Legend), Jane Remover (Revengeseekerz), HxH (Stark Phenomena), Oscar Jerome (The Fork), GIGI (Waves of it), Barker (Stochastic Drift), Chy Cartier (NO BRING INS), Ant (Collection of Sounds Vol. 4), Casper Sage (SAGEhaven), Wet (Two Lives), DJ Koze (Music Can Hear Us), Panchiko (Ginkgo), Dirty Projectors (Song Of The Earth) e Corbin (Crisis Kid) são nomes a ter em atenção nesta Sexta-feira farta.


[Chong Kwong] Dinastia

É com um manifesto de poder, identidade e reinvenção que Chong Kwong se atira ao primeiro álbum. Feito de raízes afro-asiáticas e uma visão sem filtros, Dinastia coloca a MC no trono do seu próprio império musical, no qual hip hop, sonoridades orientais e pulsações africanas coexistem numa harmonia arrojada e futurista. Mais do que um disco, trata-se da coroação de uma voz feminina que recusa assentar em padrões pré-definidos, uma declaração de força onde cada batida é símbolo de resistência e cada verso representa uma página de um legado. Chong Kwong não pede licença e enverga a coroa com a autenticidade e a firmeza necessárias.


[Duckwrth] All American F*ckBoy

Ao terceiro LP, Duckwrth explora temas como a auto-descoberta, a masculinidade, a repressão emocional ou os altos e baixos das relações afectivas, exibindo toda a sua versatilidade musical através da combinação de diferentes estéticas, desde o hip hop e do R&B ao funk e ao punk. A narrativa do sucessor de SuperGood (2020) é enriquecida por interlúdios narrados por LaKeith Stanfield, Tia Nomore e Lou Loubell, que conectam as músicas e aprofundam as mensagens que o artista de Los Angeles procura transmitir, mas a ficha técnica dá ainda conta de colaborações com Tanerélle, Tommy Newport, IDK e Sherwyn.


[R.A.P. Ferreira] OUTSTANDING UNDERSTANDING

R.A.P. Ferreira reflecte sobre um período de intensa introspecção e solidão no seu novo álbum. OUTSTANDING UNDERSTANDING foi concebido como uma forma de lidar com a angústia vivida pelo rapper e produtor durante uma batalha pela custódia da filha, marcada por acusações falsas e processos judiciais desgastantes. Composto por 15 faixas, o projecto apresenta letras meditativas e instrumentais que destacam a profundidade emocional de Ferreira.


[Kyle Quest] CICATRIZES

Depois do álbum de estreia get involved. em 2023, Kyle Quest volta ao formato de EP para nos mostrar as suas CICATRIZES e reflectir sobre a sua jornada pessoal. Com a participação de Mike El Nite num dos seus temas, o curta-duração é uma alucinante montanha-russa de emoções, onde os sentimentos de Quest se expressam através de uma sonoridade híbrida que vai do R&B à electrónica de dança. A apresentação ao vivo de CICATRIZES está marcada para o dia 26 de Abril no Musicbox, em Lisboa.


[VSP AST] PUTOS FIXES NÃO DORMEM

PUTOS FIXES NÃO DORMEM é um grito de insubmissão disfarçado de disco, onde VSP AST transforma a inquietação de uma geração num mosaico sonoro caótico e visceral. Entre hyperpop distorcido, punk digital e emo rap confessional, Fernando Gariso desenterra as falhas e as incertezas e ergue-as através do som, como troféus de autenticidade, rejeitando a perfeição higienizada da era digital. Formado por oito tracks, este EP serve como um hino para aqueles que não se encaixam — os que trocam a conformidade da rotina pelo frenesim de viver à deriva.


[2hollis] star

Na sua mais recente investida discográfica, 2hollis parte numa audaciosa exploração dos altos e baixos da fama e da identidade na era digital. star pode muito bem ser uma espécie de retrato sónico da cacofonia que se vive no maravilhoso mundo da Internet, feito de cores como as da hyperpop, do rage e da electrónica mais experimental. Entre ansiedades, o misticismo associado à ascensão ao estrelato e um infindável leque de excêntricos efeitos sonoros, 2hollis solidifica-se como um singularmente promissor artista dentro da música contemporânea.

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