Rui Martins, Hugo Oliveira e André Carvalho são cabeças pensantes e corpos actuantes. A prova disso está na dinâmica da Jazzego, a editora que juntos constroem todos os dias. Rui é igualmente membro de Bardino e Hugo também responde ao nome artístico Minus & MRDolly ao passo que André, à frente da Circus Network ou atrás dos pratos, também tem a sua própria plataforma criativa. Mas no contexto Jazzego, essas três cabeças transformam-se em algo maior, afirmando a editora e os artistas com que trabalham como pilares importantes de uma renovada cena jazz que se abre a um mundo de outros sons e estéticas.
Com 2025 já em velocidade de cruzeiro e uma série de novas edições prontas, Rui, Hugo e André falam do segundo volume de Granito, compilação em que reunem vários dos seus trunfos, e levantam o véu para o que o restante calendário deste ano poderá ainda revelar.
Está aí o segundo volume da compilação Granito, que é uma espécie de montra da Jazzego. Antes de mergulharmos nesse assunto, façam-me um balanço da experiência da primeira edição. De que forma é que isso ajudou na construção da imagem da vossa editora?
[Hugo Oliveira] Ajudou no facto de… Foi daí que surgiu o convite para o Rui se juntar a nós. Serviu também para perceber a comunidade que havia à volta a fazer coisas. Porque, até lá, eu e o André andávamos à procura de demos. A partir daí, começámos a receber demos, porque as pessoas começaram a tomar atenção.
O disco acaba por ser um manifesto do vosso posicionamento na música, não é?
[Hugo Oliveira] Sim. Mostra as nossas características em termos de cores. É um reflexo daquilo que procurávamos editar.
[André Carvalho] Ao mesmo tempo, houve uma certa beleza, porque não foi uma coisa super-planeada. Nós queríamos fazer a compilação na altura, desde o início da editora. Mas aparece num contexto de COVID-19, em que havia aquele apoio do Garantir Cultura. Nós pensámos: “Vamos aprovitar isto para fazer as coisas como elas devem ser.” Conseguimos alugar um estúdio, levámos para lá as bandas, conseguimos pagar a todos os projectos pelas gravações. Sinto que foi feito como deveria sempre ser feito.
[Hugo Oliveira] Da melhor maneira possível.
[André Carvalho] Mas nem sempre é possível porque, em termos de custos, não há depois retorno suficiente. Mas, para nós, foi uma espéice de um mapa daquilo que iam ser as próximas releases da Jazzego. Tivemos o Sérgio [Azar Azar], o Minus, o Hugo Danin, Bardino… Tivemos uma série de pessoas que, depois da compilação, editaram álbuns connosco. A segunda compilação acaba por seguir um bocado nesse sentido, em que temos nomes que já editaram connosco e outros que vão ainda editar. É uma espécie de roadmap do trajecto da Jazzego.
Este segundo volume volta a beneficiar de algum tipo de apoios? Ou é fruto do esforço do próprio colectivo?
[André Carvalho] Vem de financiamento próprio, mas já não houve a oportunidade de levar as bandas todas para estúdio. Os artistas receberam o convite e enviaram-nos as faixas já terminadas. A forma de trabalhar é um pouco diferente e não existiu qualquer apoio.
Quando olhamos para cenas exteriores… Desde logo para a cena britânica, mas não só. A cena finlandesa, por exemplo, em que notamos uma hiperactividade através da We Jazz Records. Às vezes, aqui no nosso cantinho à beira-mar plantado, ficamos a pensar: “Aquilo lá é assim porque lá há muito talento.” Mas esquecemo-nos de que o importante são aquelas coisas que são invisíveis para nós, que são as estruturas, apoios — à criação e à circulação —, subsídios para a aquisição de instrumentos… Diferentes países têm diferentes formas de suportar estas cenas, mas quando elas despontam, normalmente isso significa que existiram as condições ideais, que são completamente exteriores ao talento, para que as coisas aconteçam. E vocês acabam de me descrever que o primeiro volume da Granito foi uma boa experiência, que vos permitiu ir para um estúdio a sério, gravar em condições, etc., porque houve esse tipo de apoios. Porque é que se descura tanto esse lado das coisas? Porque é que nós vemos outros sectores, como o teatro e o cinema, serem apoiados, e a música não?
[André Carvalho] Porque a música não é cultura.
Queres desenvolver? Estás a dizer-me que música é entertenimento e não cultura, é isso?
[André Carvalho] Muito resumidamente, é isso. Esta é uma discussão que eu costumo ter regularmente…
[Rui Martins] Isto é irónico, o que ele está a dizer. Isto tem que ver com a forma como a música é precepcionada.
Jura [risos]?…
[André Carvalho] Eu vou dar-te um exemplo muito prático de como a música não é cultura. Um bilhete para um festival paga IVA a 6%, e os fonogramas, dos quais a existência do festival é inteiramente dependente — porque se não houver música, não há festival — pagam 23%. Está aí explícito o estado da cultura em Portugal em relação à música.
E os instrumentos também são taxados como itens de luxo.
[André Carvalho] Sim. Depois, há visões muito bacocas. Porque é que uma MPC não é considerado um instrumento e uma guitarra é?
Pois. Eu reparei, em muitas entrevistas que vocês foram dando, no quanto vocês assumem o Porto como o vosso laboratório, a vossa casa, a vossa essência. As próprias estruturas municipais não deviam olhar para isso e, de alguma maneira, ajudar-vos no vosso trabalho?
[André Carvalho] Essa pergunta deves colocá-la aos municípios. Eu, objectivamente, vou dizer-te que sim. Mas, ao mesmo tempo, existem nesta cidade muitos projectos que são válidos e que merecem tanto apoio quanto nós. Eu percebo que, do ponto-de-vista do município, não seja possível ajudar todos. Percebo isso. E atenção, que nós, no ano passado, recebemos um apoio ja junta de freguesia para realizar um projecto aqui num espaço, que nos vai possibilitar a fazer algumas coisas. Existem apoios, mas não muitos. A Granito, nós chegámos a submetê-la ao Criatório e tivemos uma nota horrível [risos]. Foi a primeira candidatura que fizemos de todas.
[Hugo Oliveira] Isso também pode ser falta de experiência nossa em fazer candidaturas. Nós ganhámos algumas e perdemos outras. É como tudo na vida. Mas, de facto, não existem muitos.
Resumindo esta conversa, o que vocês me estão a querer dizer é que seria possível fazer muito mais se as coisas fossem, de alguma forma, apoiadas, não é?
[André Carvalho] Claro que sim. Mas nós, ao mesmo tempo, também não acreditamos numa produção cultural completamente dependente de subsídios. Nós acreditamos que tem de existir alguma auto-suficiência, e isso também é tido em conta nas decisões que nós tomamos. Quando vamos fazer um disco, temos de ponderar no número de discos que vamos mandar fazer. Nós precisamos de ter uma ideia de quantos é que conseguimos vender e qual o retorno que isso nos vai trazer.
Em relação ao Granito II, como é que a coisa funcionou? Foram vocês que, de repente, viram que tinham bastantes projectos em mãos e que era bom reunir isso num segundo volume da compilação, ou a vontade de fazer o disco surge primeiro e depois procuram as pessoas para integrar o seu alinhamento?
[Rui Martins] A segunda opção. Isto surgiu da vontade de fazermos uma nova montra. Por todo o tipo de actividade que vamos desenvolvendo, começámos a perceber que havia coisas interessantes a mostrar novamente e, a partir daí, foi feita uma selecção. Deixa-me só fazer uma adenda ao que o André disse há pouco: nem todos os artistas que estão na Granito vão ser editados por nós. Poderá acontecer, pois são artistas com os quais nos identificamos. E há sempre coisas que ficam de fora. Há escolhas difíceis a tomar, porque no vinil não cabem todos os músicos que nós gostaríamos de apresentar neste volume. Mas a ideia é continuar, e eu espero estar a ter esta conversa contigo quando chegarmos à Granito 20 [risos].
Vamos passar o alinhamento em revista. Alguns nomes eu já conheço, até mesmo de edições passadas vossas, mas outros nem por isso. Quem são estes artistas, começando logo pela Helena Neto?
[Hugo Oliveira] A Helena Neto é um caso interessante. O Luís Neto, que é irmão da Helena, é um amigo muito próximo, que até chegou a produzir o tema do Pedro Ricardo que está na primeira compilação. Basicamente, existe um colectivo que nos é muito próximo, que é o Mr Bean’s, para o qual a Helena faz muitas intervenções. Ela não tem nenhum trabalho a solo, só em banda. Esse convite à Helena foi muito específico e ela acabou por escolher a banda que a acompanha no Mr Bean’s.
Esse Mr Bean’s é um bar?
[Hugo Oliveira] É um bar pequeno que tem uma dinâmica muito interessante de jam sessions, aos sábados e domingos. É tudo muito dentro desta área do jazz de fusão com hip hop, música electrónica, funk… E é daí que surge a Helena. No alinhamento, a seguir vem o Nørus e a Max Mortel, que são dois artistas brasileiros. O Nørus está a viver aqui no Porto há alguns anos. Ele enviou-nos uma demo e até nos foi muito difícil de escolher o tema, porque ele já tem um EP feito que vai muito ao encontro da Jazzego. Foi uma espécie de acontecimento feliz. Encontrá-nos em sintonia. Perguntámos se um dos temas dessa demo poderia ser trabalhado para a compilação.
A seguir, um nome já conhecido do catálogo: Cat Kin Cool.
[André Carvalho] Esse tema já é uma antevisão do segundo álbum. Ele mostrou-nos esta faixa quando fechámos o primeiro álbum, já há algum tempo.
Depois, Brian Blaker. Outro nome já conhecido.
[Hugo Oliveira] Ele tem um EP que sairá pela Jazzego.
[André Carvalho] A história do Brian no Porto quase que acompanha a história da Jazzego, mais ou menos. O Brian é um saxofonista americano, de Los Angeles, que estudou em Chicago. Ele já tocou com alguns nomes interessantes, crio que os com os Vulfpeck, inclusive. Depois mudou-se para o Porto e começou a tocar… Já não me lembro com quem é que ele começou a tocar.
[Rui Martins] Ele começou a tocar nas nossas jams, organizadas no Selina. Foi lá que o conhecemos. Depois, ele começou a tocar com o Minus e até participou num disco dele. Ele já editou um disco pela Jazzego enquanto Bison’s Big Band. Também já entrou num disco de Bardino. Ele acompanha-nos sempre na estrada, já faz parte da banda. Entretanto, também participou no primeiro concerto de Future3 aqui no Porto, numa festa de aniversário nossa. Foi uma cena espontânea e super-engraçada, combinada no jantar antes do concerto. Ele também entra no tema de Future3 que está na compilação. Ele acaba por ser um elemento que… Eu lembro-me de, quando foi o volume 1 do Granito, o André e o Hugo nos perguntarem, aos Bardino, se nós sentíamos que fazíamos parte de uma cena musical aqui do Porto, de uma comunidade. Eu lembro-me bem da nossa reacção — “Nem por isso.” Nós vivíamos muitos isolados naquilo que era a nossa criação e, na verdade, não tínhamos muito contacto com estes músicos. A partir do momento em que começamos a estar mais próximos da Jazzego, tudo começou a ser muito mais natural. O Brian participou no nosso disco, tal como o Sérgio… Isto para dizer que: acho que muito importante que o objectivo destas compilações seja o de aproximar as pessoas, de potenciar colaborações. O Brian é um excelente exemplo disso.
A seguir vem Nelembe, que também tem edições pela Jazzego.
[Hugo Oliveira] Este tema é engraçado, porque é um tema que tinha ficado de fora do disco. O Jorge Queijo e o André adoram-no.
Depois vem Gaztween.
[Hugo Oliveira] Gaztween também já editaram connosco e estamos agora a antever um novo álbum. Esse tema deles tem a participação de dois cantores — um brasileiro e um americano que estão a viver em Portugal. Também foi uma coisa muito natural. Basicamente, eles tinham vindo aqui ao estúdio há uns anos e acabámos por construir uma malha que era para o álbum deles, mas que não estava tão de acordo com aquilo que o álbum irá ser. Então ficou para a compilação.
E Nile Valley?
[André Carvalho] Nile Valley é o grupo da Teresinha Sarmento e do Il-Brutto, que nós já tínhamos convidado para fazer uma remistura para nós. Eles também já editaram pela Saliva Diva, que é uma editora daqui da cidade que nós respeitamos. Achámos que o som deles estava enquadrado com o que nós queríamos e foi feito o convite para participarem.
[Rui Martins] Houve sempre… Não sendo isso uma bandeira logo à partida, houve sempre uma preocupação pela representatividade. A primeira compilação apenas tinha a Klin Klop com única mulher. É bom que neste disco já existam várias.
[André Carvalho] Houve uma discussão entre nós, porque achávamos que era importante existir representatividade, não só de vozes femininas, mas também de convidados que, mesmo estando no Porto, não são do Porto. Daí também achámos que fazia sentido o Nørus e tudo mais. O Brian agora devia ser excluído, porque se mudou [risos]. Estou a brincar.
Há ainda Future3.
[André Carvalho] Future3 apareceu na nossa esfera porque eles convidaram o Minus para misturar o EP deles.
Eles são de Berlim, certo?
[André Carvalho] Sim. O Miguel Couto veio à listening session de Bardino, conhecemo-nos, eles já queriam trabalhar com o Minus para fazer a mistura. Eu, de tanto ouvir o Minus a fazer a mistura, percebi: “Isto faz sentido para nós”. e Foi um bocado a partir daí que a coisa se foi desenvolvendo. Eles vieram cá para dar um concerto no aniversário, foi-se criando uma relação.
Finalmente temos a Malva, que é um nome familiar de outras andanças.
[Hugo Oliveira] Eu estive a trabalhar com a Carolina numa peça de teatro durante muitos anos. Desenvolvi uma relação muito próxima com ela. A Carolina acaba por ser uma ponte entre tudo o que eu vejo entre o jazz e o hip hop. Nós já éramos fãs do projecto redoma, por exemplo. Esse foi um convite especificamente feito à Malva, mas até é produzido pela Joana, também de redoma. O que lhe pedimos foi: “Faz o que quiseres fazer” [risos].
Há aqui uma coisa interessante que vos quero perguntar e que o André já aflorou. Nós podemos olhar para o alinhamento desta compilação e perceber que há aqui um novo entendimento da cidade — a cidade faz-se de quem cá está, mas também de quem cá chega; a cidade é plural, diversa, em que circulam diferentes culturas. De alguma maneira, vocês quiseram, conscientemente, pintar a cidade neste alinhamento, não é?
[André Carvalho] Nós tivemos esse compromisso quando começámos a fazer os convites.
[Rui Martins] Sim. Mas, mais do que tudo, isto é um retrato daquilo que está a acontecer. É um retrato fotográfico — neste caso, fonográfico — da cidade, que é, efectivamente, diferente do que era há 15 anos — se calhar, até mesmo há 5 anos. Diria que é uma inevitabilidade. Num dos episódios do nosso podcast, com o Chek1, falámos sobre a diferença entre o rap do Porto e o rap de Lisboa, e percebemos que Lisboa é muito mais cosmopolita do que o Porto e isso percebe-se também através da música, porque há influências muito mais enraizadas. É engraçado estarmos a perceber que isso está a acontecer mais no Porto agora. Além de ser consciente e de ser um assunto sobre o qual nos debruçamos por diversas razões, acho que era uma inevitabilidade.
Eu acho engraçado usares esse termo, inevitabilidade, porque normalmente o que acontece é o contrário — tenta-se proteger e ser-se conservador, no sentido de resguardar o que quer que seja, neste caso o de uma suposta identidade da cidade. Eu concordo contigo. Não sei é se é inevitável, mas é desejável.
[André Carvalho] Acho que, no nosso caso, é invitável mesmo.
[Rui Martins] O propósito da música que se faz nesta esfera é haver essa fusão, esse cruzamento, essa mudança constante.
[Hugo Oliveira] À parte disso tudo, estes nomes todos também não cairam do céu. São pessoas que estão activas na cidade. Como o caso do Brian. Também tem de haver vontade do artista em conviver e em procurar espaços. Eles são nomes que estão activos na cidade. A Malva, por exemplo, está super-activa, aparece em cartazes em todo o lado. Gaztween também, tocam bastante e fazem as jams de synths no Mr Bean’s.
[Rui Martins] É tudo nomes que estão envolvidos na cultura da cidade. O Nørus também trabalha na 8mm Records. Se fores à Fiasco, é com ele que falas sobre discos. Daí falar na tal inevitabilidade.
Se ligarmos as pontas das vossas respostas, percebe-se que há realmente essa ideia de um novo Porto. Já falámos aqui do Mr Bean’s, no Fiasco, na 8mm… São espaços e agitadores novos que têm surgido nos últimos tempos, não é verdade?
[Rui Martins] Completamente. Às vezes há uma certa reacção menos animadora à mudança e à contemporaneidade, que eu acho que está muito associada à nostalgia, talvez, às coisas que se perderam. Estavas a enumerar esses nomes todos de que fomos falando e, de facto, são espaços que estão a dinamizar a cidade de uma forma incrível. Por muito que outros muito bons tenham perdido força ou desaparecido…
Ainda bem que aparecem espaços novos.
[Rui Martins] Exactamente.
Estamos a ter esta conversa ainda numa fase inicial de 2025. Como é que a Jazzego projecta os meses que o ano ainda tem pela frente?
[Rui Martins] Neste primeiro trimestre, além do lançamento da Granito, também temos o lançamento de uma banda nova, que são os BARANANU, e de um novo disco do Brian. O disco de BARANANU é muito interessante, foi produzido pelo Manuel Reis, que já gravou o disco dos Nelembe, banda na qual é baixista. É uma banda de malta que está ligada à ESMAE e à Porta-Jazz. O novo EP do Brian é uma espéice de ponte para uma nova fase que ele quer construir, com uma formação um bocado diferente. E também teremos novos disco de Gaztween.
[André Carvalho] Não será neste primeiro trimestre, mas…
[Rui Martins] Sim, mas talvez ainda no primeiro semestre. Algures.
O podcast continua?
[Hugo Oliveira] Continua. Fizemos a nossa residência em Janeiro com a banda do Mr Bean’s no Ferro Bar. Em Abril voltamos ao Ferro.
[André Carvalho] Em termos de edições, ainda há as remisturas de Nelembe a sair. Há um projecto que já está composto, que não sabemos se sai ainda este ano, mas eventualmente irá sair. É o novo álbum do Sérgio [Azar Azar].
[Hugo Oliveira] Eu não sei se podes falar dessa parte… [Risos]
[André Carvalho] Posso. E Sérgio, se estiveres a ler, já sabes [risos].
Atina lá com isso [risos].
[André Carvalho] O Sérgio, na cabeça dele, quer fazer três discos. Mas é isso. Eventualmente haverá outras coisas que queremos fazer, mas que não faz ainda sentido falarmos agora. Depois, há um projecto no qual teremos apoio. A Jazzego é uma associação que tem sede aqui na cave da Circus. Durante os próximos meses vamos organizar aqui seis showcases com bandas e dez DJ sets. É um projecto para o qual teremos apoio da Junta de Freguesia e vai acontecer até Setembro.